Lá vem o Natal. O peru na mesa aberto aos olhos vorazes, sem direito a um cobertor ou à sua dignidade de volta. Tem lentilha e batatinhas. Tem passas no arroz e o peru arreganhado. Um peru muito fácil de fazer, pois já vem temperado e pronto pra assar. Antes disso, no preparo, tarde alegre e mãos cruéis que adentram o tal peru pra recheá-lo de farofa.
Há sorrisos nas calçadas. Há bondade nos corações. Há comida e edredom pro mendigo que num calor de noventa graus só pensava em se aquecer e, graças à fome, certamente está pensando num peru arreganhado.
As crianças brincam nos quintais, alternando-se entre divertimentos e correria à cozinha para roubar frutas não tão bem lavadas. Nisso as mães saem gritando pra pararem de petiscos porque senão falta um espaço pro peru arreganhado que de noite faz a festa.
Indo às ruas ou a shoppings, as famílias compram tudo: roupa e meia e alguns quitutes. As famílias se dispersam entre as notas de grana alta e na ala alimentícia compram, à peso, aquela ave que, na ceia, arreganhada supre a fome da galera.
Tem canção da Simone e especial do Roberto. Tem jogo festivo e gente comemorando as glórias do ano que vai chegando ao fim. Tem amigo oculto que sempre vira uma rodinha de falsos sabedores do que já vão receber. Tem o tal Papai Noel que sentado na poltrona, com barbicha e roupas rubras, faz pensar a criancinha que o presente é a esperança que sua infância seja eterna. Tem pisca-pisca e enfeites. Tem de tudo. Tem até um peru na mesa. Um peru arreganhado que daqui a poucas horas se desfaz por entre dentes numa noite de Natal.
Há sorrisos nas calçadas. Há bondade nos corações. Há comida e edredom pro mendigo que num calor de noventa graus só pensava em se aquecer e, graças à fome, certamente está pensando num peru arreganhado.
As crianças brincam nos quintais, alternando-se entre divertimentos e correria à cozinha para roubar frutas não tão bem lavadas. Nisso as mães saem gritando pra pararem de petiscos porque senão falta um espaço pro peru arreganhado que de noite faz a festa.
Indo às ruas ou a shoppings, as famílias compram tudo: roupa e meia e alguns quitutes. As famílias se dispersam entre as notas de grana alta e na ala alimentícia compram, à peso, aquela ave que, na ceia, arreganhada supre a fome da galera.
Tem canção da Simone e especial do Roberto. Tem jogo festivo e gente comemorando as glórias do ano que vai chegando ao fim. Tem amigo oculto que sempre vira uma rodinha de falsos sabedores do que já vão receber. Tem o tal Papai Noel que sentado na poltrona, com barbicha e roupas rubras, faz pensar a criancinha que o presente é a esperança que sua infância seja eterna. Tem pisca-pisca e enfeites. Tem de tudo. Tem até um peru na mesa. Um peru arreganhado que daqui a poucas horas se desfaz por entre dentes numa noite de Natal.
Em anexo: dicas de presentes para este Natal.